Notícias | A discriminação por peso durante a gravidez afeta a saúde materna e infantil; pesquisadores propõem uma nova abordagem
Pessoas com corpos maiores frequentemente enfrentam um estigma persistente e generalizado, incluindo discriminação no trabalho, na educação e nos serviços de saúde. O estigma relacionado ao peso é especialmente evidente desde o período pré-concepcional até a gravidez e o pós-parto, pois as expectativas e os padrões sociais relacionados ao peso e às mudanças de peso durante a gravidez o tornam mais comum e prejudicial.
Pesquisadores da Monash University desenvolveram um modelo chamado **SWIPE (Estigma do Peso na Experiência PPP), que oferece uma estrutura para lidar com o estigma relacionado ao peso entre mulheres no período pré-concepcional, durante a gravidez e no pós-parto (coletivamente, mulheres PPP). O estudo foi copresidido pela Dra. Briony Hill e pela doutoranda Haimanot Hailu** da School of Public Health and Preventive Medicine da Monash University e publicado na Health Psychology Review.
Múltiplos efeitos do estigma relacionado ao peso
“As mulheres PPP podem sofrer estigma relacionado ao peso em praticamente todas as áreas da sociedade, incluindo tratamento de fertilidade, atendimento pré-natal e pós-parto, trabalho, educação, mídia, percepções públicas, outras mães ou colegas e relacionamentos íntimos”, afirmou a Dra. Hill.
Esse estigma pode ter consequências graves, incluindo sofrimento psicológico, evitação dos serviços de saúde, menor adesão a comportamentos saudáveis e transtornos alimentares, o que pode agravar ainda mais a obesidade.
O estudo constatou que o estigma relacionado ao peso surge principalmente de ideais sociais generalizados de magreza, como a crença de que as mulheres precisam alcançar um corpo “ideal” antes de merecer planejar uma gravidez ou que devem retornar rapidamente ao peso anterior à gravidez após o parto. Algumas políticas e ambientes sociais também reforçam involuntariamente esses comportamentos e crenças.
Por que o modelo SWIPE é importante
Para enfrentar esses problemas, a equipe da Dra. Hill desenvolveu o modelo SWIPE com base em uma revisão sistemática. O modelo analisa as causas do estigma e propõe intervenções voltadas para:
Expectativas sociais de que as mulheres PPP atendam aos ideais de um corpo magro e recuperem rapidamente a forma anterior
Ausência ou representação inadequada de pessoas com corpos maiores na mídia
Escrutínio indesejado e exclusão social dirigidos às mulheres PPP por causa do tamanho do corpo
O modelo também observa que raça, condição socioeconômica, índice de massa corporal (IMC) e a percepção das mulheres sobre o próprio peso podem afetar a intensidade do estigma que vivenciam.
“O modelo SWIPE oferece a pesquisadores e desenvolvedores de programas uma ferramenta para identificar e enfrentar o estigma relacionado ao peso contra mulheres PPP em toda a sociedade”, afirmou Hailu.
Uma estratégia abrangente para melhorar a saúde mental e física
Eliminar o estigma relacionado ao peso contra mulheres PPP pode melhorar diretamente sua saúde mental, garantir acesso igualitário aos serviços de saúde e incentivar estilos de vida mais saudáveis. A equipe da Dra. Hill observou que isso beneficiaria a saúde mental e física geral das mulheres PPP e de seus filhos.
Notícias | A discriminação por peso durante a gravidez afeta a saúde materna e infantil; pesquisadores propõem uma nova abordagem
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Pessoas com corpos maiores frequentemente enfrentam um estigma persistente e generalizado, incluindo discriminação no trabalho, na educação e nos serviços de saúde. O estigma relacionado ao peso é especialmente evidente desde o período pré-concepcional até a gravidez e o pós-parto, pois as expectativas e os padrões sociais relacionados ao peso e às mudanças de peso durante a gravidez o tornam mais comum e prejudicial.
Pesquisadores da Monash University desenvolveram um modelo chamado **SWIPE (Estigma do Peso na Experiência PPP), que oferece uma estrutura para lidar com o estigma relacionado ao peso entre mulheres no período pré-concepcional, durante a gravidez e no pós-parto (coletivamente, mulheres PPP). O estudo foi copresidido pela Dra. Briony Hill e pela doutoranda Haimanot Hailu** da School of Public Health and Preventive Medicine da Monash University e publicado na Health Psychology Review.
Múltiplos efeitos do estigma relacionado ao peso
“As mulheres PPP podem sofrer estigma relacionado ao peso em praticamente todas as áreas da sociedade, incluindo tratamento de fertilidade, atendimento pré-natal e pós-parto, trabalho, educação, mídia, percepções públicas, outras mães ou colegas e relacionamentos íntimos”, afirmou a Dra. Hill.
Esse estigma pode ter consequências graves, incluindo sofrimento psicológico, evitação dos serviços de saúde, menor adesão a comportamentos saudáveis e transtornos alimentares, o que pode agravar ainda mais a obesidade.
O estudo constatou que o estigma relacionado ao peso surge principalmente de ideais sociais generalizados de magreza, como a crença de que as mulheres precisam alcançar um corpo “ideal” antes de merecer planejar uma gravidez ou que devem retornar rapidamente ao peso anterior à gravidez após o parto. Algumas políticas e ambientes sociais também reforçam involuntariamente esses comportamentos e crenças.
Por que o modelo SWIPE é importante
Para enfrentar esses problemas, a equipe da Dra. Hill desenvolveu o modelo SWIPE com base em uma revisão sistemática. O modelo analisa as causas do estigma e propõe intervenções voltadas para:
Expectativas sociais de que as mulheres PPP atendam aos ideais de um corpo magro e recuperem rapidamente a forma anterior
Ausência ou representação inadequada de pessoas com corpos maiores na mídia
Escrutínio indesejado e exclusão social dirigidos às mulheres PPP por causa do tamanho do corpo
O modelo também observa que raça, condição socioeconômica, índice de massa corporal (IMC) e a percepção das mulheres sobre o próprio peso podem afetar a intensidade do estigma que vivenciam.
“O modelo SWIPE oferece a pesquisadores e desenvolvedores de programas uma ferramenta para identificar e enfrentar o estigma relacionado ao peso contra mulheres PPP em toda a sociedade”, afirmou Hailu.
Uma estratégia abrangente para melhorar a saúde mental e física
Eliminar o estigma relacionado ao peso contra mulheres PPP pode melhorar diretamente sua saúde mental, garantir acesso igualitário aos serviços de saúde e incentivar estilos de vida mais saudáveis. A equipe da Dra. Hill observou que isso beneficiaria a saúde mental e física geral das mulheres PPP e de seus filhos.
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