Notícias | The Lancet publica estrutura de monitoramento da saúde pré-concepcional, preenchendo uma lacuna global
Um novo estudo publicado no The Lancet propõe o primeiro conjunto global de indicadores para monitorar a saúde pré-concepcional, marcando um avanço rumo a uma gestão mais sistemática e padronizada. Realizado em conjunto pela University College London e pela University of Southampton, o estudo combina contribuições de especialistas e do público para criar uma estrutura de avaliação mais abrangente.
Crescente atenção à saúde pré-concepcional
À medida que mais mulheres engravidam com condições preexistentes, como obesidade, diabetes e problemas de saúde mental, o efeito da saúde pré-concepcional sobre os resultados da gestação vem recebendo mais atenção.
Essas condições podem aumentar o risco de complicações na gestação e no parto, tornando a avaliação e a intervenção sistemáticas antes da gravidez uma questão importante de saúde pública.
Primeiro conjunto de indicadores aplicável globalmente
A equipe propôs uma ampla lista de indicadores de saúde pré-concepcional para monitorar a saúde de populações em idade reprodutiva em todo o mundo, incluindo homens e mulheres.
Ao contrário dos conjuntos de indicadores anteriores, desenvolvidos principalmente a partir da perspectiva de profissionais de saúde, a nova estrutura inclui contribuições do público, tornando-a mais relevante e prática.
A equipe já havia avaliado a saúde pré-concepcional usando dados de monitoramento existentes da Inglaterra, incluindo as taxas de tabagismo e a suplementação de ácido fólico antes da gravidez, e publicado um relatório em 2022.
Pesquisa abrange mais de 5,000 pessoas em 13 países
Para o novo estudo, os pesquisadores entrevistaram mais de 5,000 pessoas em 13 países, incluindo Austrália, Brasil e Gana, sobre os fatores de saúde e sociais que consideravam mais importantes antes da gravidez.
As respostas foram muito consistentes entre os países e os gêneros, com as seguintes prioridades principais:
Saúde mental
Saúde física
Relacionamentos de apoio
Situação financeira
Os pesquisadores acreditam que esses fatores devem ser centrais no monitoramento futuro da saúde pré-concepcional, para oferecer uma visão mais completa da saúde individual.
Mais de 120 indicadores foram reduzidos a cerca de 40 medidas principais
A equipe identificou inicialmente mais de 120 indicadores potenciais, um número excessivo para o monitoramento de rotina, e os reduziu sistematicamente a cerca de 40 medidas principais.
A autora correspondente, professora Judith Stephenson, do UCL Institute for Women’s Health, afirmou que os indicadores refletem tanto o julgamento profissional quanto a compreensão pública da saúde pré-concepcional, proporcionando uma perspectiva mais completa.
Ela afirmou que o trabalho continua com o objetivo de chegar a um conjunto básico de indicadores acordado internacionalmente, que permita comparações entre os países.
Apoio ao monitoramento e às políticas globais de saúde
A equipe planeja aperfeiçoar os indicadores com pesquisadores, médicos, formuladores de políticas e representantes do público em um workshop internacional em Genebra.
Em seguida, os pesquisadores pedirão à Organização Mundial da Saúde, ao Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) e às agências nacionais de monitoramento da saúde de outros locais que integrem os indicadores aos sistemas existentes, para o monitoramento global contínuo da saúde pré-concepcional.
Um sistema de monitoramento unificado poderia ajudar a avaliar políticas e intervenções nacionais de saúde e orientar a futura alocação de recursos.
Potencial para melhorar os resultados da gestação e a saúde intergeracional
Evidências crescentes indicam que otimizar a saúde antes e entre as gestações pode melhorar os resultados da gestação e do nascimento, além de reduzir o risco de doenças crônicas e as desigualdades de saúde intergeracionais.
No entanto, sem ferramentas de monitoramento sistemático, governos e sistemas de saúde têm dificuldade para avaliar os efeitos reais das políticas relacionadas.
A primeira autora, dra. Danielle Schoenaker, da University of Southampton, afirmou que um conjunto científico de indicadores ajudaria a orientar a assistência pré-concepcional e a alocação de recursos, melhorando a saúde geral das futuras famílias.
Notícias | The Lancet publica estrutura de monitoramento da saúde pré-concepcional, preenchendo uma lacuna global
Notícias | The Lancet publica estrutura de monitoramento da saúde pré-concepcional, preenchendo uma lacuna global
Um novo estudo publicado no The Lancet propõe o primeiro conjunto global de indicadores para monitorar a saúde pré-concepcional, marcando um avanço rumo a uma gestão mais sistemática e padronizada. Realizado em conjunto pela University College London e pela University of Southampton, o estudo combina contribuições de especialistas e do público para criar uma estrutura de avaliação mais abrangente.
Crescente atenção à saúde pré-concepcional
À medida que mais mulheres engravidam com condições preexistentes, como obesidade, diabetes e problemas de saúde mental, o efeito da saúde pré-concepcional sobre os resultados da gestação vem recebendo mais atenção.
Essas condições podem aumentar o risco de complicações na gestação e no parto, tornando a avaliação e a intervenção sistemáticas antes da gravidez uma questão importante de saúde pública.
Primeiro conjunto de indicadores aplicável globalmente
A equipe propôs uma ampla lista de indicadores de saúde pré-concepcional para monitorar a saúde de populações em idade reprodutiva em todo o mundo, incluindo homens e mulheres.
Ao contrário dos conjuntos de indicadores anteriores, desenvolvidos principalmente a partir da perspectiva de profissionais de saúde, a nova estrutura inclui contribuições do público, tornando-a mais relevante e prática.
A equipe já havia avaliado a saúde pré-concepcional usando dados de monitoramento existentes da Inglaterra, incluindo as taxas de tabagismo e a suplementação de ácido fólico antes da gravidez, e publicado um relatório em 2022.
Pesquisa abrange mais de 5,000 pessoas em 13 países
Para o novo estudo, os pesquisadores entrevistaram mais de 5,000 pessoas em 13 países, incluindo Austrália, Brasil e Gana, sobre os fatores de saúde e sociais que consideravam mais importantes antes da gravidez.
As respostas foram muito consistentes entre os países e os gêneros, com as seguintes prioridades principais:
Saúde mental
Saúde física
Relacionamentos de apoio
Situação financeira
Os pesquisadores acreditam que esses fatores devem ser centrais no monitoramento futuro da saúde pré-concepcional, para oferecer uma visão mais completa da saúde individual.
Mais de 120 indicadores foram reduzidos a cerca de 40 medidas principais
A equipe identificou inicialmente mais de 120 indicadores potenciais, um número excessivo para o monitoramento de rotina, e os reduziu sistematicamente a cerca de 40 medidas principais.
A autora correspondente, professora Judith Stephenson, do UCL Institute for Women’s Health, afirmou que os indicadores refletem tanto o julgamento profissional quanto a compreensão pública da saúde pré-concepcional, proporcionando uma perspectiva mais completa.
Ela afirmou que o trabalho continua com o objetivo de chegar a um conjunto básico de indicadores acordado internacionalmente, que permita comparações entre os países.
Apoio ao monitoramento e às políticas globais de saúde
A equipe planeja aperfeiçoar os indicadores com pesquisadores, médicos, formuladores de políticas e representantes do público em um workshop internacional em Genebra.
Em seguida, os pesquisadores pedirão à Organização Mundial da Saúde, ao Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) e às agências nacionais de monitoramento da saúde de outros locais que integrem os indicadores aos sistemas existentes, para o monitoramento global contínuo da saúde pré-concepcional.
Um sistema de monitoramento unificado poderia ajudar a avaliar políticas e intervenções nacionais de saúde e orientar a futura alocação de recursos.
Potencial para melhorar os resultados da gestação e a saúde intergeracional
Evidências crescentes indicam que otimizar a saúde antes e entre as gestações pode melhorar os resultados da gestação e do nascimento, além de reduzir o risco de doenças crônicas e as desigualdades de saúde intergeracionais.
No entanto, sem ferramentas de monitoramento sistemático, governos e sistemas de saúde têm dificuldade para avaliar os efeitos reais das políticas relacionadas.
A primeira autora, dra. Danielle Schoenaker, da University of Southampton, afirmou que um conjunto científico de indicadores ajudaria a orientar a assistência pré-concepcional e a alocação de recursos, melhorando a saúde geral das futuras famílias.
Fonte da matéria:
Coletado na internet