Notícias | Novo microdispositivo pode transformar o tratamento da infertilidade masculina
Uma inovação liderada pela Universidade de Adelaide e desenvolvida em parceria com a empresa de tecnologia médica Fertilis pode transformar a tecnologia reprodutiva assistida convencional. A equipe desenvolveu um dispositivo menor que a ponta de uma agulha, capaz de simplificar muito a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), o único tratamento de fertilização in vitro (FIV) adequado para homens com baixa contagem de espermatozoides, e oferecer esperança a milhares de famílias afetadas pela infertilidade masculina.
A ICSI usa microinjeção para inserir um único espermatozoide diretamente no óvulo para a fertilização. É um procedimento tecnicamente exigente e demorado, que atualmente requer um embriologista altamente especializado. O novo dispositivo pode mudar a forma como o procedimento é realizado.
Microtecnologia, grandes ganhos de eficiência
Segundo a Dra. Kylie Dunning, pesquisadora principal do Robinson Research Institute da Universidade de Adelaide, o microdispositivo pode segurar e separar até 10 óvulos de uma só vez, permitindo que os embriologistas os injetem com rapidez e precisão. Isso reduz substancialmente o risco de erros de manipulação, encurta o tempo de treinamento e diminui os custos dos equipamentos, possibilitando que mais laboratórios e profissionais ofereçam a ICSI.
“Nossa tecnologia reduz pela metade esse procedimento de tratamento, antes longo e complexo, e diminui muito as habilidades especializadas necessárias”, afirmou a Dra. Dunning. “Para as famílias afetadas pela infertilidade por fator masculino, isso é um verdadeiro avanço.”
Eliminando um grande desafio da micromanipulação
Durante a ICSI convencional, uma micropipeta de vidro especializada é usada para manter o óvulo no lugar. Esse processo exigente e seus equipamentos caros são grandes obstáculos que impedem muitas clínicas menores de FIV de oferecer a ICSI.
O dispositivo da equipe de Dunning usa uma nova estrutura de contenção que elimina a necessidade dessa pipeta, transforma uma técnica complexa em um processo reproduzível e melhora a eficiência da produção de embriões. Isso pode ter efeitos abrangentes na reprodução assistida em todo o mundo.
“Essa descoberta remove uma grande barreira técnica para pacientes com infertilidade”, afirmou a Dra. Dunning. “Ela também melhorará diretamente as taxas de sucesso da FIV.”
Atualizando uma tecnologia que ficou defasada por 30 anos
O cofundador da Fertilis e coinventor do dispositivo, o professor Jeremy Thompson, afirmou: “A pesquisa científica nos laboratórios de FIV avançou nos últimos 30 anos, mas a tecnologia e os equipamentos relacionados quase não mudaram.”
Ele descreveu a tecnologia como um marco importante: “Devemos continuar avançando a tecnologia laboratorial para melhorar as chances de concepção e, ao mesmo tempo, reduzir o peso financeiro e emocional sobre os pacientes.”
Amplo apoio e colaboração internacional
O dispositivo estava sendo preparado para ensaios clínicos internacionais em 2022, com o apoio de organizações como o Australian Research Council e o The Hospital Research Foundation Group.
O CEO da fundação, Paul Flynn, afirmou que a organização havia financiado integralmente a pesquisa da Dra. Dunning nos três anos anteriores e acreditava que a tecnologia mudaria as perspectivas de milhares de futuros pais que dependem da ICSI. “Esse dispositivo será um verdadeiro divisor de águas.”
Os resultados foram publicados no Journal of Assisted Reproduction and Genetics, em um artigo intitulado “Fabricação em microescala: um dispositivo polimerizado por fótons para microinjeção de ovócitos”.
O autor principal foi Suliman Yagoub, doutorando em biomedicina na Universidade de Adelaide. Entre os demais pesquisadores internacionais estavam o professor Kishan Dholakia, da Universidade de Adelaide e da University of St Andrews; o professor Brant Gibson, da RMIT University; e o Dr. Antony Orth, do National Research Council Canada.
Notícias | Novo microdispositivo pode transformar o tratamento da infertilidade masculina
Notícias | Novo microdispositivo pode transformar o tratamento da infertilidade masculina
Uma inovação liderada pela Universidade de Adelaide e desenvolvida em parceria com a empresa de tecnologia médica Fertilis pode transformar a tecnologia reprodutiva assistida convencional. A equipe desenvolveu um dispositivo menor que a ponta de uma agulha, capaz de simplificar muito a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), o único tratamento de fertilização in vitro (FIV) adequado para homens com baixa contagem de espermatozoides, e oferecer esperança a milhares de famílias afetadas pela infertilidade masculina.
A ICSI usa microinjeção para inserir um único espermatozoide diretamente no óvulo para a fertilização. É um procedimento tecnicamente exigente e demorado, que atualmente requer um embriologista altamente especializado. O novo dispositivo pode mudar a forma como o procedimento é realizado.
Microtecnologia, grandes ganhos de eficiência
Segundo a Dra. Kylie Dunning, pesquisadora principal do Robinson Research Institute da Universidade de Adelaide, o microdispositivo pode segurar e separar até 10 óvulos de uma só vez, permitindo que os embriologistas os injetem com rapidez e precisão. Isso reduz substancialmente o risco de erros de manipulação, encurta o tempo de treinamento e diminui os custos dos equipamentos, possibilitando que mais laboratórios e profissionais ofereçam a ICSI.
“Nossa tecnologia reduz pela metade esse procedimento de tratamento, antes longo e complexo, e diminui muito as habilidades especializadas necessárias”, afirmou a Dra. Dunning. “Para as famílias afetadas pela infertilidade por fator masculino, isso é um verdadeiro avanço.”
Eliminando um grande desafio da micromanipulação
Durante a ICSI convencional, uma micropipeta de vidro especializada é usada para manter o óvulo no lugar. Esse processo exigente e seus equipamentos caros são grandes obstáculos que impedem muitas clínicas menores de FIV de oferecer a ICSI.
O dispositivo da equipe de Dunning usa uma nova estrutura de contenção que elimina a necessidade dessa pipeta, transforma uma técnica complexa em um processo reproduzível e melhora a eficiência da produção de embriões. Isso pode ter efeitos abrangentes na reprodução assistida em todo o mundo.
“Essa descoberta remove uma grande barreira técnica para pacientes com infertilidade”, afirmou a Dra. Dunning. “Ela também melhorará diretamente as taxas de sucesso da FIV.”
Atualizando uma tecnologia que ficou defasada por 30 anos
O cofundador da Fertilis e coinventor do dispositivo, o professor Jeremy Thompson, afirmou: “A pesquisa científica nos laboratórios de FIV avançou nos últimos 30 anos, mas a tecnologia e os equipamentos relacionados quase não mudaram.”
Ele descreveu a tecnologia como um marco importante: “Devemos continuar avançando a tecnologia laboratorial para melhorar as chances de concepção e, ao mesmo tempo, reduzir o peso financeiro e emocional sobre os pacientes.”
Amplo apoio e colaboração internacional
O dispositivo estava sendo preparado para ensaios clínicos internacionais em 2022, com o apoio de organizações como o Australian Research Council e o The Hospital Research Foundation Group.
O CEO da fundação, Paul Flynn, afirmou que a organização havia financiado integralmente a pesquisa da Dra. Dunning nos três anos anteriores e acreditava que a tecnologia mudaria as perspectivas de milhares de futuros pais que dependem da ICSI. “Esse dispositivo será um verdadeiro divisor de águas.”
Os resultados foram publicados no Journal of Assisted Reproduction and Genetics, em um artigo intitulado “Fabricação em microescala: um dispositivo polimerizado por fótons para microinjeção de ovócitos”.
O autor principal foi Suliman Yagoub, doutorando em biomedicina na Universidade de Adelaide. Entre os demais pesquisadores internacionais estavam o professor Kishan Dholakia, da Universidade de Adelaide e da University of St Andrews; o professor Brant Gibson, da RMIT University; e o Dr. Antony Orth, do National Research Council Canada.
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