Notícias | Revelado o papel fundamental do ATP na ovulação, trazendo nova esperança para o tratamento da infertilidade
Uma equipe de pesquisa liderada pela professora associada Naoko Inoue, pelo doutorando Safiullah Hazim, pelo professor associado Yoshihisa Uenoyama e pela professora Hiroko Tsukamura, da Escola de Pós-Graduação em Ciências Bioagrícolas da Universidade de Nagoya, no Japão, descobriu que o trifosfato de adenosina (ATP), a moeda energética das células, atua como neurotransmissor durante a ovulação de mamíferos. O estudo mostrou que o ATP desencadeia a ovulação ao ativar neurônios kisspeptinérgicos no cérebro, uma descoberta que pode ter aplicações no tratamento da infertilidade humana e de distúrbios ovulatórios em animais de criação.
Como o ATP atua na ovulação
Durante a ovulação de mamíferos, os neurônios kisspeptinérgicos no hipotálamo anterior funcionam como o centro da ovulação. À medida que os folículos amadurecem, os níveis circulantes de estrogênio aumentam, ativando os neurônios kisspeptinérgicos e provocando um pico do hormônio luteinizante (LH), que desencadeia a ovulação. A equipe descobriu que o receptor de ATP P2RX2 nos neurônios kisspeptinérgicos é crucial para ativar esse processo.
Quando os pesquisadores administraram ATP próximo aos neurônios kisspeptinérgicos do hipotálamo anterior de ratas, os receptores P2RX2 foram ativados, provocando uma grande liberação de LH e, por fim, a ovulação. Por outro lado, quando foi usado um medicamento bloqueador de P2RX2, o pico de LH não ocorreu apesar dos níveis suficientes de estrogênio, e a ovulação foi significativamente reduzida. Em ratas geneticamente modificadas sem o gene da kisspeptina (Kiss1), o ATP também não conseguiu induzir um pico de LH, confirmando ainda mais a importância dos neurônios kisspeptinérgicos e de seus receptores de ATP na ovulação.
Fonte do ATP e neurotransmissão
O estudo também constatou que o aumento dos níveis de estrogênio antes da ovulação ativa neurônios purinérgicos no tronco encefálico. Esses neurônios liberam ATP como neurotransmissor e fazem projeções próximas aos neurônios kisspeptinérgicos. A equipe inferiu que o ATP dos neurônios purinérgicos do tronco encefálico se liga aos receptores P2RX2 nos neurônios kisspeptinérgicos e ajuda a desencadear a ovulação.
Importância e possíveis aplicações
“Nosso estudo é o primeiro a revelar o papel do ATP na indução da ovulação”, afirmou a professora associada Naoko Inoue. “A descoberta oferece novos conhecimentos sobre a regulação da ovulação de mamíferos e uma base científica para o tratamento da infertilidade humana e de distúrbios ovulatórios em animais de criação.”
Usar ATP diretamente para tratar a infertilidade seria um desafio, pois muitas células humanas têm receptores de ATP. A equipe propôs uma alternativa: ativar neurônios purinérgicos do tronco encefálico para liberar ATP localmente perto dos neurônios kisspeptinérgicos e induzir a ovulação indiretamente. Essa estratégia pode oferecer uma nova direção para o tratamento da infertilidade.
As descobertas foram publicadas no Journal of Neuroscience.
Notícias | Revelado o papel fundamental do ATP na ovulação, trazendo nova esperança para o tratamento da infertilidade
Notícias | Revelado o papel fundamental do ATP na ovulação, trazendo nova esperança para o tratamento da infertilidade
Uma equipe de pesquisa liderada pela professora associada Naoko Inoue, pelo doutorando Safiullah Hazim, pelo professor associado Yoshihisa Uenoyama e pela professora Hiroko Tsukamura, da Escola de Pós-Graduação em Ciências Bioagrícolas da Universidade de Nagoya, no Japão, descobriu que o trifosfato de adenosina (ATP), a moeda energética das células, atua como neurotransmissor durante a ovulação de mamíferos. O estudo mostrou que o ATP desencadeia a ovulação ao ativar neurônios kisspeptinérgicos no cérebro, uma descoberta que pode ter aplicações no tratamento da infertilidade humana e de distúrbios ovulatórios em animais de criação.
Como o ATP atua na ovulação
Durante a ovulação de mamíferos, os neurônios kisspeptinérgicos no hipotálamo anterior funcionam como o centro da ovulação. À medida que os folículos amadurecem, os níveis circulantes de estrogênio aumentam, ativando os neurônios kisspeptinérgicos e provocando um pico do hormônio luteinizante (LH), que desencadeia a ovulação. A equipe descobriu que o receptor de ATP P2RX2 nos neurônios kisspeptinérgicos é crucial para ativar esse processo.
Quando os pesquisadores administraram ATP próximo aos neurônios kisspeptinérgicos do hipotálamo anterior de ratas, os receptores P2RX2 foram ativados, provocando uma grande liberação de LH e, por fim, a ovulação. Por outro lado, quando foi usado um medicamento bloqueador de P2RX2, o pico de LH não ocorreu apesar dos níveis suficientes de estrogênio, e a ovulação foi significativamente reduzida. Em ratas geneticamente modificadas sem o gene da kisspeptina (Kiss1), o ATP também não conseguiu induzir um pico de LH, confirmando ainda mais a importância dos neurônios kisspeptinérgicos e de seus receptores de ATP na ovulação.
Fonte do ATP e neurotransmissão
O estudo também constatou que o aumento dos níveis de estrogênio antes da ovulação ativa neurônios purinérgicos no tronco encefálico. Esses neurônios liberam ATP como neurotransmissor e fazem projeções próximas aos neurônios kisspeptinérgicos. A equipe inferiu que o ATP dos neurônios purinérgicos do tronco encefálico se liga aos receptores P2RX2 nos neurônios kisspeptinérgicos e ajuda a desencadear a ovulação.
Importância e possíveis aplicações
“Nosso estudo é o primeiro a revelar o papel do ATP na indução da ovulação”, afirmou a professora associada Naoko Inoue. “A descoberta oferece novos conhecimentos sobre a regulação da ovulação de mamíferos e uma base científica para o tratamento da infertilidade humana e de distúrbios ovulatórios em animais de criação.”
Usar ATP diretamente para tratar a infertilidade seria um desafio, pois muitas células humanas têm receptores de ATP. A equipe propôs uma alternativa: ativar neurônios purinérgicos do tronco encefálico para liberar ATP localmente perto dos neurônios kisspeptinérgicos e induzir a ovulação indiretamente. Essa estratégia pode oferecer uma nova direção para o tratamento da infertilidade.
As descobertas foram publicadas no Journal of Neuroscience.
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