Guia de saúde | Infertilidade feminina explicada: causas, exames e opções de tratamento
Se você tem enfrentado repetidamente dificuldades para engravidar, saiba que não está sozinha. Mais mulheres estão tendo dificuldade para conceber, e identificar a causa é o primeiro passo para encontrar uma solução. Em um guia recente, a WebMD analisou as principais causas da infertilidade feminina, os exames médicos mais comuns e as opções atuais de tratamento para mulheres que tentam engravidar.
Causas da infertilidade feminina: mais do que um problema ovariano
A infertilidade pode ter muitas causas. As mais comuns incluem:
Danos nas trompas de Falópio: é nas trompas de Falópio que o espermatozoide e o óvulo se encontram e por onde o óvulo fecundado segue até o útero. Se uma infecção pélvica, endometriose ou tecido cicatricial pós-cirúrgico bloquear ou danificar as trompas, o espermatozoide pode não alcançar o óvulo.
Distúrbios hormonais: a ovulação envolve uma sequência complexa de alterações hormonais. Uma regulação alterada, como a ausência de ovulação ou o espessamento inadequado do revestimento uterino, pode impedir a gravidez.
Fatores cervicais: em algumas mulheres, problemas no canal cervical dificultam a passagem dos espermatozoides pelo colo do útero até o útero.
Problemas estruturais uterinos: pólipos, miomas e outras anormalidades podem interferir na implantação do embrião. Os pólipos são formações causadas pela proliferação anormal de células do endométrio, enquanto os miomas geralmente se desenvolvem no músculo uterino.
Infertilidade sem causa aparente: cerca de 20% dos casais não têm uma causa identificável após a realização de todos os exames. Isso é classificado como infertilidade sem causa aparente.
Processo diagnóstico: identificar a causa orienta o tratamento
Os médicos podem solicitar vários exames para determinar a causa:
Exames de sangue: os níveis hormonais ajudam a avaliar a ovulação e a função endócrina.
Biópsia endometrial: uma amostra é coletada para avaliar o desenvolvimento do revestimento uterino.
Histerossalpingografia (HSG): exames de ultrassom ou radiografia com contraste avaliam se as trompas de Falópio estão desobstruídas e mostram o formato da cavidade uterina e qualquer obstrução tubária.
Laparoscopia: o médico insere uma câmera fina por meio de uma pequena incisão abdominal para examinar diretamente o útero, as trompas de Falópio e os ovários em busca de aderências, tumores, endometriose ou outras anormalidades.
Opções de tratamento: o atendimento individualizado é essencial
O tratamento depende da causa específica e pode incluir:
✅ Cirurgia laparoscópica: usada para trompas de Falópio obstruídas, cistos ovarianos ou aderências pélvicas. As lesões podem ser removidas e a permeabilidade tubária restaurada sob visualização direta.
✅ Cirurgia histeroscópica: usada para remover pólipos ou miomas uterinos, separar aderências intrauterinas ou abrir as extremidades uterinas das trompas de Falópio.
✅ Medicamentos para indução da ovulação: **clomifeno (Clomid), letrozol (Letrozole) e gonadotrofinas, como Gonal-F e Follistim**, podem induzir a ovulação, especialmente em casos de distúrbios ovulatórios ou infertilidade sem causa aparente.
✅ Metformina (Metformin): usada para mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou resistência à insulina e pode melhorar a ovulação.
✅ Inseminação intrauterina (IUI): o espermatozoide preparado é colocado diretamente no útero próximo à ovulação, às vezes com medicamentos para indução da ovulação a fim de aumentar a chance de gravidez.
✅ Fertilização in vitro (IVF): usada para muitas causas de infertilidade. Medicamentos estimulam os ovários, os óvulos são coletados e fertilizados com espermatozoides em laboratório, e os embriões resultantes são transferidos para o útero. Vários embriões podem ser criados em um ciclo, e os embriões adicionais podem ser congelados para uso posterior.
✅ Injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI): um único espermatozoide é injetado diretamente em um óvulo, frequentemente em casos de contagem muito baixa de espermatozoides ou problemas de fertilização.
✅ Transferência intratubária de gametas (GIFT) e transferência intratubária de zigoto (ZIFT): semelhantes à IVF, mas um embrião ou uma mistura de óvulos e espermatozoides é colocada diretamente na trompa de Falópio. A fertilização ocorre no corpo com a GIFT, enquanto a ZIFT transfere um zigoto fertilizado em laboratório dentro de 24 horas.
✅ Tratamento com óvulos doados: usado para mulheres com função ovariana reduzida, baixa qualidade dos óvulos ou ausência de óvulos. Os óvulos doados são fertilizados e os embriões resultantes são transferidos para o útero da receptora.
Seja no início da investigação ou após várias tentativas malsucedidas, a infertilidade feminina não deve ser vista como uma falha pessoal. A medicina oferece muitos caminhos para a parentalidade, e encontrar um tratamento adequado pode tornar a gravidez possível.
Guia de saúde | Infertilidade feminina explicada: causas, exames e opções de tratamento
Guia de saúde | Infertilidade feminina explicada: causas, exames e opções de tratamento
Se você tem enfrentado repetidamente dificuldades para engravidar, saiba que não está sozinha. Mais mulheres estão tendo dificuldade para conceber, e identificar a causa é o primeiro passo para encontrar uma solução. Em um guia recente, a WebMD analisou as principais causas da infertilidade feminina, os exames médicos mais comuns e as opções atuais de tratamento para mulheres que tentam engravidar.
Causas da infertilidade feminina: mais do que um problema ovariano
A infertilidade pode ter muitas causas. As mais comuns incluem:
Danos nas trompas de Falópio: é nas trompas de Falópio que o espermatozoide e o óvulo se encontram e por onde o óvulo fecundado segue até o útero. Se uma infecção pélvica, endometriose ou tecido cicatricial pós-cirúrgico bloquear ou danificar as trompas, o espermatozoide pode não alcançar o óvulo.
Distúrbios hormonais: a ovulação envolve uma sequência complexa de alterações hormonais. Uma regulação alterada, como a ausência de ovulação ou o espessamento inadequado do revestimento uterino, pode impedir a gravidez.
Fatores cervicais: em algumas mulheres, problemas no canal cervical dificultam a passagem dos espermatozoides pelo colo do útero até o útero.
Problemas estruturais uterinos: pólipos, miomas e outras anormalidades podem interferir na implantação do embrião. Os pólipos são formações causadas pela proliferação anormal de células do endométrio, enquanto os miomas geralmente se desenvolvem no músculo uterino.
Infertilidade sem causa aparente: cerca de 20% dos casais não têm uma causa identificável após a realização de todos os exames. Isso é classificado como infertilidade sem causa aparente.
Processo diagnóstico: identificar a causa orienta o tratamento
Os médicos podem solicitar vários exames para determinar a causa:
Exames de sangue: os níveis hormonais ajudam a avaliar a ovulação e a função endócrina.
Biópsia endometrial: uma amostra é coletada para avaliar o desenvolvimento do revestimento uterino.
Histerossalpingografia (HSG): exames de ultrassom ou radiografia com contraste avaliam se as trompas de Falópio estão desobstruídas e mostram o formato da cavidade uterina e qualquer obstrução tubária.
Laparoscopia: o médico insere uma câmera fina por meio de uma pequena incisão abdominal para examinar diretamente o útero, as trompas de Falópio e os ovários em busca de aderências, tumores, endometriose ou outras anormalidades.
Opções de tratamento: o atendimento individualizado é essencial
O tratamento depende da causa específica e pode incluir:
✅ Cirurgia laparoscópica: usada para trompas de Falópio obstruídas, cistos ovarianos ou aderências pélvicas. As lesões podem ser removidas e a permeabilidade tubária restaurada sob visualização direta.
✅ Cirurgia histeroscópica: usada para remover pólipos ou miomas uterinos, separar aderências intrauterinas ou abrir as extremidades uterinas das trompas de Falópio.
✅ Medicamentos para indução da ovulação: **clomifeno (Clomid), letrozol (Letrozole) e gonadotrofinas, como Gonal-F e Follistim**, podem induzir a ovulação, especialmente em casos de distúrbios ovulatórios ou infertilidade sem causa aparente.
✅ Metformina (Metformin): usada para mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou resistência à insulina e pode melhorar a ovulação.
✅ Inseminação intrauterina (IUI): o espermatozoide preparado é colocado diretamente no útero próximo à ovulação, às vezes com medicamentos para indução da ovulação a fim de aumentar a chance de gravidez.
✅ Fertilização in vitro (IVF): usada para muitas causas de infertilidade. Medicamentos estimulam os ovários, os óvulos são coletados e fertilizados com espermatozoides em laboratório, e os embriões resultantes são transferidos para o útero. Vários embriões podem ser criados em um ciclo, e os embriões adicionais podem ser congelados para uso posterior.
✅ Injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI): um único espermatozoide é injetado diretamente em um óvulo, frequentemente em casos de contagem muito baixa de espermatozoides ou problemas de fertilização.
✅ Transferência intratubária de gametas (GIFT) e transferência intratubária de zigoto (ZIFT): semelhantes à IVF, mas um embrião ou uma mistura de óvulos e espermatozoides é colocada diretamente na trompa de Falópio. A fertilização ocorre no corpo com a GIFT, enquanto a ZIFT transfere um zigoto fertilizado em laboratório dentro de 24 horas.
✅ Tratamento com óvulos doados: usado para mulheres com função ovariana reduzida, baixa qualidade dos óvulos ou ausência de óvulos. Os óvulos doados são fertilizados e os embriões resultantes são transferidos para o útero da receptora.
Seja no início da investigação ou após várias tentativas malsucedidas, a infertilidade feminina não deve ser vista como uma falha pessoal. A medicina oferece muitos caminhos para a parentalidade, e encontrar um tratamento adequado pode tornar a gravidez possível.
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