Notícias | Pesquisadores de Harvard desenvolvem organoides ovarianos totalmente humanos para avançar no tratamento de distúrbios ovarianos



Notícias | Pesquisadores de Harvard desenvolvem organoides ovarianos totalmente humanos para avançar no tratamento de distúrbios ovarianos


Avanço: cientistas criam o primeiro organoide ovariano totalmente humano, impulsionando a pesquisa sobre a saúde reprodutiva feminina

O Wyss Institute for Biologically Inspired Engineering da Universidade Harvard, em colaboração com a Harvard Medical School (HMS), a Duke University e a empresa de biotecnologia Gameto, anunciou a criação do primeiro organoide ovariano totalmente humano, ou ovaroide. Esse modelo vivo pode dar suporte à maturação dos ovócitos e ao desenvolvimento folicular, além de secretar hormônios sexuais, oferecendo uma nova plataforma para pesquisas sobre a saúde reprodutiva feminina. Os resultados foram publicados na eLife e fornecem uma base científica para o desenvolvimento de novos tratamentos, especialmente para infertilidade, câncer de ovário e outros distúrbios do sistema reprodutor feminino.


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Criação bem-sucedida de um organoide ovariano totalmente humano

Embora a vida de todas as pessoas comece com um ovócito no ovário da mãe, o ovário humano há muito tempo é pouco estudado. A maioria das pesquisas existentes sobre os ovários utiliza modelos híbridos contendo células humanas e de camundongo. Esses modelos têm limitações para reproduzir a função ovariana humana e levam muito tempo para crescer. Para resolver essa questão, a equipe de pesquisa utilizou um novo método para gerar organoides ovarianos humanos completos a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs), incorporando dois tipos celulares essenciais: ovócitos e células de suporte. Essa inovação abre novos caminhos para compreender a biologia reprodutiva feminina e explorar possíveis tratamentos para infertilidade, câncer de ovário e outras condições.


Reprodução das funções biológicas do ovário

“Nosso novo método para produzir organoides ovarianos totalmente humanos é várias vezes mais rápido do que os modelos híbridos existentes de células humanas e de camundongo e reproduz muitas funções biológicas essenciais do ovário. Esse é um avanço importante para a pesquisa laboratorial sobre a saúde reprodutiva feminina”, afirmou o coautor principal Merrick Pierson Smela, doutorando do Wyss Institute e da Harvard Medical School.


A equipe se concentrou nas células da granulosa, células de suporte ovariano que ajudam os ovócitos não fecundados a se desenvolver dentro dos folículos e secretam estrogênio e progesterona. Por meio da triagem de fatores de transcrição (TFs), a equipe induziu com sucesso as iPSCs humanas a se diferenciarem em células da granulosa funcionais. Foram geradas células com funções semelhantes às das células da granulosa naturais, que foram cocultivadas com células semelhantes às células germinativas primordiais humanas (hPGCLCs) para criar organoides ovarianos.


Maior eficiência da pesquisa e avanço dos estudos sobre o desenvolvimento folicular e dos ovócitos

Usando a nova tecnologia, a equipe cultivou organoides ovarianos humanos que produziram a proteína DAZL, um marcador inicial da maturação dos ovócitos, em apenas quatro dias. Os organoides ovarianos que utilizavam células de suporte de camundongo precisaram de 32 dias para apresentar o mesmo marcador. Embora os ovócitos nos organoides humanos não tenham se desenvolvido em ovócitos maduros, a equipe observou estruturas semelhantes a folículos em 16 dias. Ao longo de 70 dias, essas estruturas se desenvolveram em folículos maduros multicamadas, capazes de dar suporte ao desenvolvimento dos ovócitos.


O Dr. George Church, professor de genética do Wyss Institute e autor sênior do estudo, afirmou: “Produzir organoides ovarianos totalmente humanos em apenas cinco dias e reproduzir com sucesso a sinalização hormonal ovariana, a maturação dos ovócitos e o desenvolvimento folicular é uma conquista extraordinária. Isso acelerará significativamente descobertas importantes sobre a saúde reprodutiva feminina.”


Perspectivas futuras: avanço no tratamento de distúrbios ovarianos e na pesquisa sobre infertilidade

A equipe planeja aperfeiçoar o modelo de organoide ovariano integrando outros tipos de células ovarianas, incluindo células da granulosa secretoras de hormônios, para reproduzir com mais precisão as funções complexas do ovário. Os pesquisadores também esperam melhorar o sistema de cultivo para que os ovócitos se desenvolvam completamente em ovócitos maduros, possibilitando novos tratamentos para a infertilidade.


“As mulheres representam metade da população, mas a saúde feminina recebe muito menos atenção e financiamento em pesquisa do que as condições que afetam os homens. Fico muito satisfeito ao ver esse importante avanço no estudo do ovário humano e espero que este modelo ofereça mais informações sobre a saúde reprodutiva feminina e as doenças relacionadas”, afirmou o Dr. Don Ingber, diretor fundador do Wyss Institute, professor de biologia vascular na Harvard Medical School e professor no Boston Children’s Hospital.


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作者 LinkedIVF Team發布於 2025-01-19
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