Guia | Triagem genética na gravidez a partir dos 35 anos



Guia | Triagem genética na gravidez a partir dos 35 anos

Guia | Triagem genética na gravidez a partir dos 35 anos


Os riscos da gravidez aumentam com a idade materna. Mulheres com 35 anos ou mais podem enfrentar maior risco de condições genéticas ou cromossômicas, por isso os médicos costumam recomendar exames adicionais de triagem genética pré-natal para identificar possíveis preocupações precocemente. Esses exames são opcionais, mas podem ajudar os futuros pais a entender a saúde do bebê e se preparar para o pré-natal.


Objetivo da triagem genética

Em geral, gestantes com 35 anos ou mais têm maior risco de condições cromossômicas, como a síndrome de Down, e de defeitos do tubo neural. A triagem pode esclarecer esses riscos e trazer tranquilidade. Se os resultados sugerirem uma condição genética, os pais poderão se preparar para possíveis necessidades adicionais e conversar com o médico sobre o pré-natal.


A maioria dos exames de triagem é segura, mas alguns apresentam riscos, e os resultados podem ser falso-positivos ou falso-negativos. As mulheres devem discutir os riscos, benefícios e limitações de cada exame com o médico.


Exames genéticos pré-natais comuns

1. Ultrassonografia

A ultrassonografia é um exame comum e não invasivo para todas as gestantes. Ela usa ondas sonoras de alta frequência para ajudar os médicos a avaliar a saúde do bebê. Pode:


Confirmar a gravidez

Verificar se há gestação múltipla

Observar os batimentos cardíacos do bebê

Estimar a data prevista do parto e avaliar o crescimento

Ver o sexo do bebê

Examinar o útero e os ovários

Verificar a posição da placenta e o volume do líquido amniótico

Identificar condições congênitas, como fissura labiopalatina, defeitos cardíacos, espinha bífida e sinais associados à síndrome de Down


2. Triagem do primeiro trimestre

Geralmente realizada entre 11 e 14 semanas, ela inclui um exame de sangue e uma ultrassonografia. O exame de sangue mede dois marcadores, enquanto a ultrassonografia mede a espessura da região posterior do pescoço do bebê. Juntos, eles avaliam o risco de condições cromossômicas, como a síndrome de Down.


Em comparação com a triagem quádrupla, a triagem do primeiro trimestre fornece imagens fetais diretas e produz menos falsos positivos. Ela pode ser combinada com um segundo exame de sangue para melhorar a precisão.


3. Triagem quádrupla

Esse exame de sangue, geralmente realizado entre 15 e 20 semanas, mede quatro marcadores para avaliar o risco de defeitos do tubo neural, como espinha bífida ou anencefalia, e de condições cromossômicas, como a síndrome de Down. Em mulheres com mais de 35 anos, ele pode identificar mais de 80% dos casos de síndrome de Down.


A triagem quádrupla estima o risco, mas não diagnostica uma condição. Se o risco superar a média para uma mulher de 35 anos, pode ser necessário realizar exames diagnósticos, como a amniocentese, ou uma ultrassonografia adicional.


4. Amniocentese

Esse exame diagnóstico geralmente é realizado entre 16 e 20 semanas. Com orientação ultrassonográfica, o médico insere uma agulha fina pelo abdômen até o útero e remove uma pequena amostra do líquido amniótico. A amostra pode diagnosticar condições cromossômicas, como a síndrome de Down, a trissomia 18, a trissomia 13 e a síndrome de Turner, além de condições genéticas como anemia falciforme, fibrose cística e distrofia muscular.


5. Biópsia de vilo corial (CVS)

Semelhante à amniocentese, a CVS geralmente é realizada entre 10 e 13 semanas. São coletadas células das vilosidades coriônicas da placenta para analisar os cromossomos fetais e possíveis condições hereditárias. A CVS pode identificar anomalias genéticas mais cedo do que a amniocentese, mas envolve riscos e, em geral, não é recomendada em gestações gemelares.


6. Teste pré-natal não invasivo (NIPT)

O NIPT é um exame de sangue mais recente, também chamado de teste de DNA fetal livre. Ele analisa o DNA fetal circulante no sangue materno para avaliar o risco de condições cromossômicas, como a síndrome de Down, a trissomia 18 e a trissomia 13. Sua precisão relatada é de 99%, superior à da triagem sanguínea tradicional.


Sua principal vantagem é não exigir a coleta de líquido amniótico ou de vilosidades coriônicas. Geralmente é realizado entre 10 e 22 semanas. Se os resultados sugerirem uma condição cromossômica, o médico poderá recomendar amniocentese ou CVS para confirmar o diagnóstico.


Considerando riscos e benefícios

Embora esses exames forneçam mais informações sobre a saúde fetal, nem todas as seguradoras cobrem o NIPT. Converse com um médico sobre a realização dos exames e pergunte à seguradora sobre a cobertura.


Conclusão

A gravidez aos 35 anos ou mais envolve riscos aumentados, e a triagem genética pode identificar possíveis preocupações precocemente. Entender as indicações, os riscos e os benefícios de cada exame pode ajudar os futuros pais a tomar decisões informadas e planejar o pré-natal.


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Compilado de fontes on-line

作者 LinkedIVF Team發布於 2025-01-06
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