Notícias | Teste simples e tratamento minimamente invasivo podem ajudar milhares de mulheres a engravidar naturalmente — recanalização das trompas oferece nova esperança
Notícias | Teste simples e tratamento minimamente invasivo podem ajudar milhares de mulheres a engravidar naturalmente — recanalização das trompas oferece nova esperança
Para muitas mulheres que não conseguem engravidar por causa de trompas de Falópio obstruídas, a recanalização das trompas — um procedimento simples, rápido, não cirúrgico e guiado por imagem — pode transformar o tratamento. Uma equipe da Faculdade de Medicina da University of British Columbia apresentou esta pesquisa inovadora na 2022ª reunião anual da Society of Interventional Radiology.
Descoberta surpreendente: muitas trompas obstruídas foram diagnosticadas incorretamente
O estudo analisou 956 casos de infertilidade entre 2015 e 2021. Todas as mulheres haviam sido diagnosticadas com uma ou ambas as trompas de Falópio obstruídas por meio da **histerossalpingografia (HSG)** padrão. Os pesquisadores observaram que a HSG, sozinha, não pode confirmar uma obstrução verdadeira, por isso todas as pacientes foram submetidas a um teste mais preciso: a salpingografia seletiva.
Quase 1/4 (23.8%) das mulheres não tinham uma obstrução verdadeira. Em muitos casos, um pequeno tampão de muco cobria temporariamente a abertura da trompa e era facilmente removido com um fio-guia fino.
Entre as mulheres com obstrução verdadeira, mais da metade (56.7%) recuperou com sucesso a permeabilidade tubária naquele dia por meio da recanalização. No total, 80.5% das 956 pacientes deixaram o procedimento ambulatorial com as trompas de Falópio desobstruídas.
Outras 15.9% receberam o diagnóstico mais preciso de uma doença tubária grave, permitindo ajustar a estratégia de tratamento.
Recanalização das trompas: não cirúrgica, ambulatorial e concluída em 30 minutos
Durante o teste e o tratamento, um cateter muito fino é guiado por raio X através do colo do útero até a abertura da trompa de Falópio. Injeta-se contraste para avaliar a permeabilidade. Se for encontrada uma obstrução, um radiologista intervencionista pode abri-la diretamente com um fio-guia fino.
O procedimento geralmente é realizado em ambiente ambulatorial, com sedação leve, sem necessidade de internação, e costuma levar menos de 30 minutos.
A Dra. Lindsay Machan, professora associada de radiologia da University of British Columbia e líder do estudo, afirmou que combinar o diagnóstico por imagem com o tratamento minimamente invasivo promove tanto a eficiência médica quanto a autonomia reprodutiva:
“Essa técnica dá às mulheres a oportunidade de tentar engravidar naturalmente antes de se submeterem a um tratamento complexo e caro. Para muitas pacientes que não podem arcar com tratamentos como a fertilização in vitro (IVF), essa abordagem de baixo risco e baixo custo pode mudar suas vidas.”
Testes mais precisos, menos intervenção e esperança mais cedo
As mulheres querem cada vez mais participar das decisões sobre o tratamento, especialmente durante a experiência emocional e financeiramente exigente da infertilidade. Elas querem diagnósticos precisos e saber se há opções mais simples disponíveis.
Este estudo atende a essa necessidade. Os pesquisadores defenderam que a salpingografia seletiva combinada à recanalização seja considerada uma opção padrão na avaliação da infertilidade feminina.
“As mulheres têm o direito a informações completas e claras e a participar da criação do próprio plano de fertilidade”, enfatizou a Dra. Machan.
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Para muitas mulheres que não conseguem engravidar por causa de trompas de Falópio obstruídas, a recanalização das trompas — um procedimento simples, rápido, não cirúrgico e guiado por imagem — pode transformar o tratamento. Uma equipe da Faculdade de Medicina da University of British Columbia apresentou esta pesquisa inovadora na 2022ª reunião anual da Society of Interventional Radiology.
Descoberta surpreendente: muitas trompas obstruídas foram diagnosticadas incorretamente
O estudo analisou 956 casos de infertilidade entre 2015 e 2021. Todas as mulheres haviam sido diagnosticadas com uma ou ambas as trompas de Falópio obstruídas por meio da **histerossalpingografia (HSG)** padrão. Os pesquisadores observaram que a HSG, sozinha, não pode confirmar uma obstrução verdadeira, por isso todas as pacientes foram submetidas a um teste mais preciso: a salpingografia seletiva.
Quase 1/4 (23.8%) das mulheres não tinham uma obstrução verdadeira. Em muitos casos, um pequeno tampão de muco cobria temporariamente a abertura da trompa e era facilmente removido com um fio-guia fino.
Entre as mulheres com obstrução verdadeira, mais da metade (56.7%) recuperou com sucesso a permeabilidade tubária naquele dia por meio da recanalização. No total, 80.5% das 956 pacientes deixaram o procedimento ambulatorial com as trompas de Falópio desobstruídas.
Outras 15.9% receberam o diagnóstico mais preciso de uma doença tubária grave, permitindo ajustar a estratégia de tratamento.
Recanalização das trompas: não cirúrgica, ambulatorial e concluída em 30 minutos
Durante o teste e o tratamento, um cateter muito fino é guiado por raio X através do colo do útero até a abertura da trompa de Falópio. Injeta-se contraste para avaliar a permeabilidade. Se for encontrada uma obstrução, um radiologista intervencionista pode abri-la diretamente com um fio-guia fino.
O procedimento geralmente é realizado em ambiente ambulatorial, com sedação leve, sem necessidade de internação, e costuma levar menos de 30 minutos.
A Dra. Lindsay Machan, professora associada de radiologia da University of British Columbia e líder do estudo, afirmou que combinar o diagnóstico por imagem com o tratamento minimamente invasivo promove tanto a eficiência médica quanto a autonomia reprodutiva:
“Essa técnica dá às mulheres a oportunidade de tentar engravidar naturalmente antes de se submeterem a um tratamento complexo e caro. Para muitas pacientes que não podem arcar com tratamentos como a fertilização in vitro (IVF), essa abordagem de baixo risco e baixo custo pode mudar suas vidas.”
Testes mais precisos, menos intervenção e esperança mais cedo
As mulheres querem cada vez mais participar das decisões sobre o tratamento, especialmente durante a experiência emocional e financeiramente exigente da infertilidade. Elas querem diagnósticos precisos e saber se há opções mais simples disponíveis.
Este estudo atende a essa necessidade. Os pesquisadores defenderam que a salpingografia seletiva combinada à recanalização seja considerada uma opção padrão na avaliação da infertilidade feminina.
“As mulheres têm o direito a informações completas e claras e a participar da criação do próprio plano de fertilidade”, enfatizou a Dra. Machan.
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