Notícias | Estudo sueco confirma que as taxas de sucesso da fertilização in vitro são cerca de 30% menores após a remoção de um ovário
Uma revisão sistemática e meta-análise realizada por uma equipe do Karolinska Institutet, na Suécia, constatou que mulheres submetidas à ooforectomia unilateral apresentaram taxas significativamente menores de gravidez e nascidos vivos após a fertilização in vitro (IVF) do que mulheres com ambos os ovários intactos. Os resultados foram publicados em Fertility and Sterility.
Há muito tempo se debate se a remoção de um ovário afeta a fertilidade feminina. A visão tradicional defendia que o ovário restante poderia compensar a perda e manter a ovulação, limitando o efeito sobre os resultados da fertilização in vitro. Nesta grande meta-análise, porém, Kenny Rodriguez-Wallberg, professora associada do Departamento de Oncologia-Patologia do Karolinska Institutet e consultora em oncologia reprodutiva no Karolinska University Hospital, e sua equipe confirmaram pela primeira vez que a ooforectomia unilateral prejudica os resultados de fertilidade.
"Nossa meta-análise mostra que, em comparação com mulheres que têm os dois ovários, as mulheres com apenas um ovário têm uma chance cerca de 30% menor de engravidar e ter um nascimento vivo com fertilização in vitro. Esta é a primeira vez que demonstramos claramente que a cirurgia prejudica a fertilidade feminina."
—Professora Kenny Rodriguez-Wallberg
Os pesquisadores identificaram mais de 3,000 artigos relevantes em todo o mundo e selecionaram 18 estudos elegíveis publicados entre 1984 e 2018. A análise incluiu 1,057 tentativas de fertilização in vitro entre mulheres com um ovário e 45,813 tentativas entre mulheres com dois ovários. Cinco estudos foram incluídos na análise de nascidos vivos e 15 na análise de gravidez. No geral, as taxas de gravidez e de nascidos vivos foram cerca de 30% menores entre as mulheres com um ovário do que no grupo de controle.
A professora Rodriguez-Wallberg disse: "Em algumas situações, como em casos de malignidade, a remoção cirúrgica de um ovário é necessária. Mas precisamos dar mais atenção ao possível efeito da cirurgia sobre a fertilidade futura e informar as pacientes sobre ele. Como a reserva ovariana já é limitada, opções de preservação da fertilidade, como o congelamento de óvulos, devem ser discutidas antes da cirurgia com algumas pacientes."
Anteriormente, acreditava-se que a ooforectomia unilateral tinha pouco efeito sobre a fertilidade, principalmente porque os estudos anteriores tinham amostras pequenas e poder estatístico insuficiente para chegar a conclusões significativas. O próximo passo da equipe é investigar como a remoção do ovário afeta outras medidas de saúde, inclusive se a redução da secreção hormonal aumenta o risco de condições relacionadas.
O estudo foi financiado pelo Conselho Sueco de Pesquisa, pela Sociedade Sueca do Câncer, pela Fundação Sueca para o Câncer Infantil, pelos fundos de pesquisa oncológica do Radiumhemmet e pela Região de Estocolmo.
Notícias | Estudo sueco confirma que as taxas de sucesso da fertilização in vitro são cerca de 30% menores após a remoção de um ovário
Notícias | Estudo sueco confirma que as taxas de sucesso da fertilização in vitro são cerca de 30% menores após a remoção de um ovário
Uma revisão sistemática e meta-análise realizada por uma equipe do Karolinska Institutet, na Suécia, constatou que mulheres submetidas à ooforectomia unilateral apresentaram taxas significativamente menores de gravidez e nascidos vivos após a fertilização in vitro (IVF) do que mulheres com ambos os ovários intactos. Os resultados foram publicados em Fertility and Sterility.
Há muito tempo se debate se a remoção de um ovário afeta a fertilidade feminina. A visão tradicional defendia que o ovário restante poderia compensar a perda e manter a ovulação, limitando o efeito sobre os resultados da fertilização in vitro. Nesta grande meta-análise, porém, Kenny Rodriguez-Wallberg, professora associada do Departamento de Oncologia-Patologia do Karolinska Institutet e consultora em oncologia reprodutiva no Karolinska University Hospital, e sua equipe confirmaram pela primeira vez que a ooforectomia unilateral prejudica os resultados de fertilidade.
"Nossa meta-análise mostra que, em comparação com mulheres que têm os dois ovários, as mulheres com apenas um ovário têm uma chance cerca de 30% menor de engravidar e ter um nascimento vivo com fertilização in vitro. Esta é a primeira vez que demonstramos claramente que a cirurgia prejudica a fertilidade feminina."
—Professora Kenny Rodriguez-Wallberg
Os pesquisadores identificaram mais de 3,000 artigos relevantes em todo o mundo e selecionaram 18 estudos elegíveis publicados entre 1984 e 2018. A análise incluiu 1,057 tentativas de fertilização in vitro entre mulheres com um ovário e 45,813 tentativas entre mulheres com dois ovários. Cinco estudos foram incluídos na análise de nascidos vivos e 15 na análise de gravidez. No geral, as taxas de gravidez e de nascidos vivos foram cerca de 30% menores entre as mulheres com um ovário do que no grupo de controle.
A professora Rodriguez-Wallberg disse: "Em algumas situações, como em casos de malignidade, a remoção cirúrgica de um ovário é necessária. Mas precisamos dar mais atenção ao possível efeito da cirurgia sobre a fertilidade futura e informar as pacientes sobre ele. Como a reserva ovariana já é limitada, opções de preservação da fertilidade, como o congelamento de óvulos, devem ser discutidas antes da cirurgia com algumas pacientes."
Anteriormente, acreditava-se que a ooforectomia unilateral tinha pouco efeito sobre a fertilidade, principalmente porque os estudos anteriores tinham amostras pequenas e poder estatístico insuficiente para chegar a conclusões significativas. O próximo passo da equipe é investigar como a remoção do ovário afeta outras medidas de saúde, inclusive se a redução da secreção hormonal aumenta o risco de condições relacionadas.
O estudo foi financiado pelo Conselho Sueco de Pesquisa, pela Sociedade Sueca do Câncer, pela Fundação Sueca para o Câncer Infantil, pelos fundos de pesquisa oncológica do Radiumhemmet e pela Região de Estocolmo.
Fonte:
Compilado a partir de fontes on-line