Notícia | Identificada causa rara de infertilidade masculina; ICSI pode oferecer uma opção de tratamento
Em um estudo publicado na eBioMedicine, análises laboratoriais multidisciplinares identificaram defeitos no gene AK9 como uma causa rara de infertilidade masculina. A descoberta esclarece um mecanismo genético da infertilidade masculina e sugere a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) como um possível tratamento.
Infertilidade masculina causada por defeitos no AK9
O AK9 é uma enzima envolvida no metabolismo energético dos espermatozoides e na homeostase de nucleotídeos celulares, ajudando a manter a motilidade espermática. Em modelos murinos e participantes humanos, os pesquisadores descobriram que mutações no AK9 causam uma forma de infertilidade masculina chamada **astenozoospermia**, caracterizada por uma motilidade espermática gravemente prejudicada que impede os espermatozoides de alcançar e fertilizar o óvulo de forma eficaz.
Essas mutações são condições hereditárias permanentes. De forma encorajadora, a equipe de pesquisa descobriu que a ICSI poderia permitir que homens com mutações no AK9 alcançassem a paternidade biológica.
Infertilidade masculina e astenozoospermia
A infertilidade afeta cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva no mundo todo, com fatores masculinos envolvidos em quase metade dos casos. A astenozoospermia é uma das causas mais comuns. Embora os espermatozoides possam parecer normais, a baixa motilidade dificulta que alcancem e fertilizem o óvulo.
Estudos anteriores identificaram vários genes associados à astenozoospermia, incluindo as proteínas de ancoragem da A-quinase (AKAPs), o tRNAGlu humano (TTC) e famílias de genes relacionadas a cílios e flagelos. No entanto, sua fisiopatologia genética ainda não é completamente compreendida.
Métodos e descobertas
Os pesquisadores realizaram o sequenciamento completo do exoma (WES) em 165 homens chineses com astenozoospermia e encontraram mutações bialélicas no AK9 em cinco deles. Essas mutações alteraram substancialmente a estrutura tridimensional da proteína AK9, desregulando a homeostase de nucleotídeos nos espermatozoides.
Experimentos com modelos murinos confirmaram ainda que mutações no AK9 prejudicaram a motilidade dos espermatozoides sem alterar sua estrutura. Embora as mutações impedissem o movimento normal, a ICSI ainda resultou em gestações bem-sucedidas e nascimentos saudáveis.
Importância clínica
O estudo identifica um papel importante do AK9 na saúde reprodutiva masculina e sugere uma nova abordagem de tratamento para a astenozoospermia. O uso bem-sucedido da ICSI indica que os espermatozoides afetados podem manter a capacidade de fertilização apesar da motilidade prejudicada, permitindo que os pacientes alcancem a paternidade biológica por meio da reprodução assistida.
Notícia | Identificada causa rara de infertilidade masculina; ICSI pode oferecer uma opção de tratamento
Notícia | Identificada causa rara de infertilidade masculina; ICSI pode oferecer uma opção de tratamento
Em um estudo publicado na eBioMedicine, análises laboratoriais multidisciplinares identificaram defeitos no gene AK9 como uma causa rara de infertilidade masculina. A descoberta esclarece um mecanismo genético da infertilidade masculina e sugere a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) como um possível tratamento.
Infertilidade masculina causada por defeitos no AK9
O AK9 é uma enzima envolvida no metabolismo energético dos espermatozoides e na homeostase de nucleotídeos celulares, ajudando a manter a motilidade espermática. Em modelos murinos e participantes humanos, os pesquisadores descobriram que mutações no AK9 causam uma forma de infertilidade masculina chamada **astenozoospermia**, caracterizada por uma motilidade espermática gravemente prejudicada que impede os espermatozoides de alcançar e fertilizar o óvulo de forma eficaz.
Essas mutações são condições hereditárias permanentes. De forma encorajadora, a equipe de pesquisa descobriu que a ICSI poderia permitir que homens com mutações no AK9 alcançassem a paternidade biológica.
Infertilidade masculina e astenozoospermia
A infertilidade afeta cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva no mundo todo, com fatores masculinos envolvidos em quase metade dos casos. A astenozoospermia é uma das causas mais comuns. Embora os espermatozoides possam parecer normais, a baixa motilidade dificulta que alcancem e fertilizem o óvulo.
Estudos anteriores identificaram vários genes associados à astenozoospermia, incluindo as proteínas de ancoragem da A-quinase (AKAPs), o tRNAGlu humano (TTC) e famílias de genes relacionadas a cílios e flagelos. No entanto, sua fisiopatologia genética ainda não é completamente compreendida.
Métodos e descobertas
Os pesquisadores realizaram o sequenciamento completo do exoma (WES) em 165 homens chineses com astenozoospermia e encontraram mutações bialélicas no AK9 em cinco deles. Essas mutações alteraram substancialmente a estrutura tridimensional da proteína AK9, desregulando a homeostase de nucleotídeos nos espermatozoides.
Experimentos com modelos murinos confirmaram ainda que mutações no AK9 prejudicaram a motilidade dos espermatozoides sem alterar sua estrutura. Embora as mutações impedissem o movimento normal, a ICSI ainda resultou em gestações bem-sucedidas e nascimentos saudáveis.
Importância clínica
O estudo identifica um papel importante do AK9 na saúde reprodutiva masculina e sugere uma nova abordagem de tratamento para a astenozoospermia. O uso bem-sucedido da ICSI indica que os espermatozoides afetados podem manter a capacidade de fertilização apesar da motilidade prejudicada, permitindo que os pacientes alcancem a paternidade biológica por meio da reprodução assistida.
Fonte:
Compilado de fontes online