Notícias | Iniciativa global de pesquisa busca renomear a síndrome dos ovários policísticos para melhorar o diagnóstico, o tratamento e a conscientização
Notícias | Iniciativa global de pesquisa busca renomear a síndrome dos ovários policísticos para melhorar o diagnóstico, o tratamento e a conscientização
Um estudo internacional liderado pela Monash University e publicado na eClinicalMedicine destaca a necessidade urgente de renomear a síndrome dos ovários policísticos (SOP). Envolvendo 7,708 pacientes e profissionais de saúde em seis continentes, o estudo revelou uma ampla incompreensão do nome atual e forte concordância com sua mudança, com o objetivo de melhorar a compreensão global e o tratamento eficaz desse distúrbio multissistêmico comum, mas complexo.
A SOP afeta cerca de uma em cada oito mulheres em idade reprodutiva no mundo. Apesar da presença de “ovário” em seu nome, os pesquisadores afirmam que o termo subestima muito seus amplos efeitos sistêmicos. A SOP não afeta apenas o sistema reprodutivo, mas está associada a alterações metabólicas, como ganho de peso, diabetes tipo 2 e doença cardiovascular; sintomas endócrinos, como acne e crescimento excessivo de pelos; problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade; e riscos que incluem complicações na gravidez e câncer endometrial. Esses sintomas e riscos costumam ser agravados pelo ganho de peso.
Liderado pelo Monash Centre for Health Research and Implementation (MCHRI), o estudo incluiu pesquisas on-line globais e workshops presenciais em 2015 e 2023. Foram avaliados sistematicamente os problemas relacionados ao nome SOP, as lacunas de conhecimento, as vantagens e desvantagens de renomeá-la e possíveis alternativas.
A professora Helena Teede, autora principal, diretora do MCHRI na Monash University, chefe do National Centre of Research Excellence in Women’s Health in Reproductive Life (CRE-WHiRL) e endocrinologista da Monash Health, disse: “A SOP é o distúrbio endócrino mais comum entre mulheres em idade reprodutiva, mas seu nome não transmite com precisão sua complexidade nem seus efeitos sobre a saúde de todo o corpo. ‘Ovários policísticos’ concentra-se em uma característica enganosa — o que parece ser cisto, na verdade, são folículos que interromperam seu desenvolvimento — e ignora manifestações metabólicas, dermatológicas e psicológicas mais amplas, contribuindo para o atraso no diagnóstico e a falta de informação.”
A conscientização sobre as manifestações clínicas multissistêmicas da SOP aumentou significativamente no mundo todo, de 2015 para 2023. Isso esteve estreitamente relacionado às duas diretrizes internacionais sobre SOP lideradas pela Monash, publicadas em 2018 e 2023, ao uso disseminado do aplicativo educativo para pacientes ASKPCOS e à participação ativa de grupos de defesa dos pacientes.
Até 86% dos pacientes e 76% dos profissionais de saúde apoiaram a mudança do nome da SOP. Os apoiadores identificaram possíveis benefícios em taxas de até 90%, enquanto menos de 27% observaram desvantagens claras. Nomes alternativos que incorporavam “endócrino” e “metabólico” receberam mais apoio. Foi iniciado um processo global de consenso em várias etapas, com ampla participação de pacientes e sociedades profissionais.
A coautora, Dra. Mahnaz Bahri Khomami, da Monash University, disse: “O nome atual causa facilmente confusão. Nosso objetivo é fazer com que a SOP deixe de ser vista como ‘apenas um distúrbio ginecológico’ e promover o reconhecimento pleno de sua complexidade entre profissionais de saúde, público e pacientes. A mudança de nome pode favorecer a intervenção mais precoce, o manejo baseado em evidências, o financiamento de pesquisas e o atendimento multidisciplinar.”
Lorna Berry, paciente com SOP e integrante do grupo de trabalho internacional sobre a nomenclatura, acrescentou: “Durante anos, sentimos frustração ao buscar um diagnóstico preciso. Mesmo após o diagnóstico, a desinformação sobre a SOP continua disseminada. O nome está medicamente desatualizado e é emocionalmente desrespeitoso. A mudança de nome valida as experiências das pacientes e é um passo fundamental para um atendimento de maior qualidade.”
O estudo foi realizado por especialistas da Monash University, Monash Health, Polycystic Ovary Syndrome Association of Australia (POSAA), organização britânica de pacientes Verity, Victoria University of Wellington, na Nova Zelândia, University of Pennsylvania, nos EUA, Erasmus University Medical Center, nos Países Baixos, University of Oulu, na Finlândia, UNSW Sydney e University of Adelaide.
Notícias | Iniciativa global de pesquisa busca renomear a síndrome dos ovários policísticos para melhorar o diagnóstico, o tratamento e a conscientização
Notícias | Iniciativa global de pesquisa busca renomear a síndrome dos ovários policísticos para melhorar o diagnóstico, o tratamento e a conscientização
Um estudo internacional liderado pela Monash University e publicado na eClinicalMedicine destaca a necessidade urgente de renomear a síndrome dos ovários policísticos (SOP). Envolvendo 7,708 pacientes e profissionais de saúde em seis continentes, o estudo revelou uma ampla incompreensão do nome atual e forte concordância com sua mudança, com o objetivo de melhorar a compreensão global e o tratamento eficaz desse distúrbio multissistêmico comum, mas complexo.
A SOP afeta cerca de uma em cada oito mulheres em idade reprodutiva no mundo. Apesar da presença de “ovário” em seu nome, os pesquisadores afirmam que o termo subestima muito seus amplos efeitos sistêmicos. A SOP não afeta apenas o sistema reprodutivo, mas está associada a alterações metabólicas, como ganho de peso, diabetes tipo 2 e doença cardiovascular; sintomas endócrinos, como acne e crescimento excessivo de pelos; problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade; e riscos que incluem complicações na gravidez e câncer endometrial. Esses sintomas e riscos costumam ser agravados pelo ganho de peso.
Liderado pelo Monash Centre for Health Research and Implementation (MCHRI), o estudo incluiu pesquisas on-line globais e workshops presenciais em 2015 e 2023. Foram avaliados sistematicamente os problemas relacionados ao nome SOP, as lacunas de conhecimento, as vantagens e desvantagens de renomeá-la e possíveis alternativas.
A professora Helena Teede, autora principal, diretora do MCHRI na Monash University, chefe do National Centre of Research Excellence in Women’s Health in Reproductive Life (CRE-WHiRL) e endocrinologista da Monash Health, disse: “A SOP é o distúrbio endócrino mais comum entre mulheres em idade reprodutiva, mas seu nome não transmite com precisão sua complexidade nem seus efeitos sobre a saúde de todo o corpo. ‘Ovários policísticos’ concentra-se em uma característica enganosa — o que parece ser cisto, na verdade, são folículos que interromperam seu desenvolvimento — e ignora manifestações metabólicas, dermatológicas e psicológicas mais amplas, contribuindo para o atraso no diagnóstico e a falta de informação.”
A conscientização sobre as manifestações clínicas multissistêmicas da SOP aumentou significativamente no mundo todo, de 2015 para 2023. Isso esteve estreitamente relacionado às duas diretrizes internacionais sobre SOP lideradas pela Monash, publicadas em 2018 e 2023, ao uso disseminado do aplicativo educativo para pacientes ASKPCOS e à participação ativa de grupos de defesa dos pacientes.
Até 86% dos pacientes e 76% dos profissionais de saúde apoiaram a mudança do nome da SOP. Os apoiadores identificaram possíveis benefícios em taxas de até 90%, enquanto menos de 27% observaram desvantagens claras. Nomes alternativos que incorporavam “endócrino” e “metabólico” receberam mais apoio. Foi iniciado um processo global de consenso em várias etapas, com ampla participação de pacientes e sociedades profissionais.
A coautora, Dra. Mahnaz Bahri Khomami, da Monash University, disse: “O nome atual causa facilmente confusão. Nosso objetivo é fazer com que a SOP deixe de ser vista como ‘apenas um distúrbio ginecológico’ e promover o reconhecimento pleno de sua complexidade entre profissionais de saúde, público e pacientes. A mudança de nome pode favorecer a intervenção mais precoce, o manejo baseado em evidências, o financiamento de pesquisas e o atendimento multidisciplinar.”
Lorna Berry, paciente com SOP e integrante do grupo de trabalho internacional sobre a nomenclatura, acrescentou: “Durante anos, sentimos frustração ao buscar um diagnóstico preciso. Mesmo após o diagnóstico, a desinformação sobre a SOP continua disseminada. O nome está medicamente desatualizado e é emocionalmente desrespeitoso. A mudança de nome valida as experiências das pacientes e é um passo fundamental para um atendimento de maior qualidade.”
O estudo foi realizado por especialistas da Monash University, Monash Health, Polycystic Ovary Syndrome Association of Australia (POSAA), organização britânica de pacientes Verity, Victoria University of Wellington, na Nova Zelândia, University of Pennsylvania, nos EUA, Erasmus University Medical Center, nos Países Baixos, University of Oulu, na Finlândia, UNSW Sydney e University of Adelaide.
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